O acompanhamento familiar dos alunos na Educação Brasileira – Dados da Seduc

abril 7, 2020

O setor educacional brasileiro encontra-se em uma importante encruzilhada. A recente universalização do acesso ao ensino básico tem sido, durante décadas, considerada um privilégio e não um direito, um processo difícil, mas em grande parte bem sucedido. O desafio que o país enfrenta hoje é garantir que a qualidade da educação que os seus 40 milhões de crianças recebem do sistema escolar público seja adequada à sétima maior economia do mundo.

Na superfície, a estrutura do sistema é familiar. Dos seis aos catorze anos de idade, as crianças recebem o ensino primário obrigatório, passando para o ensino secundário não obrigatório dos quinze aos dezassete anos. Aos dezoito anos, os estudantes podem ingressar no ensino superior. Ao contrário do Reino Unido e dos EUA, as universidades mais conceituadas são públicas, as suas propinas são totalmente gratuitas, mas o acesso a elas é extremamente competitivo e por aqui o acesso a estrutura familiar adequada até para fazer consulta boletim Seduc ainda é muito escassa, o que dificulta ainda mais o processo de aprendizagem. A prova disso está no fato de muitas crianças irem à escola mais por conta da merenda pela falta de comida em casa do que pelo ensino em si.

É um paradoxo estranho que, embora a elite brasileira prefira enviar seus filhos para escolas privadas caras,é a essas universidades livres que os melhores estudantes invariavelmente se aplicam. Com o preço de uma boa educação básica, a maioria dos Brasileiros é testada nas melhores universidades, pagando em vez disso para atender instituições privadas com reputações mistas. Mas o ensino superior ainda está em sua infância: a USP, a universidade mais antiga do Brasil, só foi fundada em 1934. Desde a década de 1950, a Capes, Agência federal de apoio e avaliação do ensino superior, tem sido responsável pelo rápido crescimento do setor.

O Plano Nacional de educação do governo (PNE) estabeleceu uma meta de 98 por cento de inclusão nas escolas até 2023. Para manter o curso, porém, 2,9 milhões de crianças precisam ser incorporadas ao sistema apenas este ano e o processo de universalização tem tido seu impacto nas escolas públicas do Brasil. Para que o plano seja bem sucedido, o Presidente Rousseff admite que deve “convergir os esforços de todas as áreas do governo”, ou um sistema educacional já esticado será empurrado para seus limites.

A profissão docente no Brasil tem sido subvalorizada há muito tempo. Sem recursos para lidar com estudantes a tempo inteiro, as crianças só frequentam aulas de manhã ou à tarde. Os efeitos colaterais para a eficiência do ensino são impressionantes, e é aqui que se espera que o PNE faça um grande impacto. Os esforços para reduzir as taxas de abandono, melhorar a formação e a gestão dos professores e expandir o ensino superior são apoiados por um grande impulso no investimento entre agora e 2023, utilizando o dinheiro do programa de exploração de petróleo pré-sal.

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